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Ações de combate a dengue continuam mesmo no inverno. Desleixo da população preocupa Vigilância Ambiental

A dengue é uma doença que não escolhe estação e o mosquito transmissor se prolifera em qualquer período sazonal, desde que encontre fatores propícios, como água parada. Por isso, a Vigilância Ambiental continua trabalhando diariamente para impedir o surgimento de novos focos do mosquito Aedes aegypti.
A triste notícia é que grande parte da população não vem colaborando para por fim a proliferação do mosquito em Paraisópolis.
Só na última semana, 983 imóveis receberam a visita dos agentes para o tratamento contra o vetor do Aedes aegypti, sendo encontrados duas larvas do mosquito. Parece pouco, mas você sabia que apenas uma fêmea do mosquito pode dar origem a 1.500 mosquitos? Ou que os ovos podem resistir a longos períodos, até 450 dias, de dessecação. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que o próximo período chuvoso e quente propicie a eclosão.
Isso significa que a população não pode descuidar da atenção de grandes reservatórios, como: caixas d’água, galões e tonéis (utilizados para armazenagem de água para uso doméstico), e pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros. O alerta é para que os cuidados com os reservatórios de maior porte sejam redobrados, pois é neles que o mosquito seguramente encontra melhores condições para se desenvolver de ovo a adulto. Este cuidado deve ser tomado não apenas em residências, mas também em estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo.
Preocupado com a situação, considerada critica, o responsável pela Vigilância Ambiental, Carlos Alberto Venésio Gomes, lembra a população que o combate ao mosquito depende de todos. “Temos trabalhado muito para combater os criadouros do mosquito, mas infelizmente muitas pessoas continuam ignorando o perigo. Em apenas três meses (de fevereiro a maio), tivemos 411 casos no município, destes 154 casos deram positivo, 100 negativos e 157 casos ainda aguardam confirmação. Isso é muito para o município, e se a população não colaborar certamente esses números podem triplicar até o fim do ano, tendo em vista que em condições favoráveis de umidade e temperatura, o desenvolvimento do embrião do mosquito é concluído em 48 horas. A resistência á dessecação permite também que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos. Esse aspecto importante do ciclo de vida do mosquito demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros, em todas as estações do ano. Nós da Vigilância estamos fazendo de tudo, mas sem a ajuda da população todo esse trabalho será em vão”, explicou Carlos Alberto.

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