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Informativo Social – Abril 22 – Mês nacional de combate ao bullying

Leia o informativo na íntegra aqui

Bullying: humilhação e respeito, os caminhos que o perpassam.

No dia 7 de abril de 2016, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Bullying e á Violência nas Escolas, com o objetivo de impulsionar o debate e a prevenção sobre o tema.

A curiosidade sobre o assunto se tornou estudo a primeira vez em 1970 na Suécia, pesquisadores passaram a analisar o comportamento da sociedade nas escolas e perceberam a relação de intimidador e intimidado e suas reações. Em 1999, o assunto ganhou grande visibilidade devido ao massacre de Columbine High School nos Estados Unidos, no qual dois garotos que sofriam a exclusão e o bullying de seus colegas planejaram e executaram o massacre, acarretando em quinze mortes. No Brasil tivemos, também, o caso de Realengo que resultou doze mortes mais o suicídio do assassino. Em 6 de novembro de 2015 foi promulgada a Lei de nº 13.185, que confere a criminalidade do ato no país.

O bullying é uma palavra derivado do inglês que significa comportamento agressivo. O ato em si se dá pela formação emocional incapaz do agressor, que tem um déficit na sua capacidade emotiva de expressão. Assim, o indivíduo que passa por alguns fatores emocionais, tais como, necessidade de aprovação e afirmação coletiva; falta de controle e autocontrole sobre as emoções negativas; ausência de limites; carência afetiva e maus tratos e/ou explosões emocionais violentas dos pais/responsáveis, faz com que o indivíduo se expresse através do comportamento agressivo.

As ações do Bullying se dão em duas vias: as diretas – agressões físicas – e as indiretas – agressões verbais e comportamentais -. Ambas ações acarretam em vários sintomas psicossociais na vítima, como: crises, medos, fobia social e escolar, ansiedade, depressão, anorexia, bulimia. Sendo também observado reações físicas: febre, dores de cabeça e musculares; sudorese, taquicardia; vômitos e diarreia.

Ao afetar o emocional e o psicológico da vítima, na busca de causar mal-estar e adquirir controle sobre o indivíduo, a agressão passa a alterar o cognitivo da criança e adolescente provocando baixa autoestima, antipatia, dificuldade na comunicação e expressão, perda de cultura e de valores e ao isolamento total, podendo levar o indivíduo a automutilação, homicídio e ao suicídio.

A forma de lidar com o bullying seria ofertar a oportunidade de ambos se tornarem sujeito ativo social. Ao agressor o aprendizado do respeito e autorrespeito para que ele encontre formas de se expressar de maneira não violenta, e para a vítima, formas de aprender a argumentar e reagir, fazendo com que ela seja ouvida, resultando em sua autoconfiança e promovendo valores a si mesma.

O bullying encontra força na humilhação da criança e adolescente, a ridicularizando, ofendendo, difamando, constrangendo, importunando, assediando e a violentando, colocando-a em um estado de incapacidade e sem estima. O respeito se opõe a humilhação, quando trabalhamos o respeito notamos em sua construção o recurso representacional. é pelo exemplo que adquirimos um escoamento dos nossos sentimentos. Se temos como base uma figura violenta ou ausente a nos conduzir nos tornamos pessoas como tais, sem autocontrole emocional, mas, se encontramos pessoas que nos escutam e acolhem, nossa capacidade de amadurecimento emocional passa a existir e a representar. é através da expressão que o indivíduo constrói para si um mundo de entendimentos e de protagonismo.

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