Festa do Dia 13 de Maio

De acordo com o depoimento da Sra. Benedita Joana Angeli, seu bisavô, o Sr. Vigilato Resende, e sua bisavó, conhecida como Sá Joaquina, foram os primeiros organizadores da Festa do Dia 13 de Maio. Eles eram escravos e tinham grande fé que um dia seriam libertados. A chegada ao arraial da Lei Áurea, sancionada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, foi recebida com grande alegria pela população negra, mas a comemoração da liberdade teve que ser ocultada da população branca. Desde então, o Sr. Vigilato e Sá Joaquina decidiram realizar uma pequena festa no dia 13 de maio para os escravos libertos. A comemoração, que inicialmente ocorria escondida de grande parte da população, acabou ganhando notoriedade e se tornando uma comemoração tradicional, com a participação de toda a população, acabou ganhando a notoriedade e se tornando uma comemoração tradicional, com a participação de toda a população de Paraisópolis, independente de sua raça. Em 1934, optou-se pela realização de uma homenagem à Princesa Isabel. Desde então, uma jovem branca é escolhida para representar a princesa, tornando-se a Rainha da festa. Ao ver a importância do evento para a população de Paraisópolis e diante da inexistência de uma sede para a realização das comemorações, em 1963 o Juiz José Grossi doou o terreno de uma fábrica falida para a construção de um clube. Sob a organização de Sebastião Henrique de Oliveira, José Elípio, Maria Conceição Resende e Valdomiro Resende (avós de Dona Benedita), Sebastião Apolinário, Leonina Teodoro Rosam Josino Procópio dos Santos, o Clube Rosas de Ouro foi fundado, tornando-se sede da festa e local de reunião da comunidade de Paraisópolis. Desde a sua origem, a festa nunca deixou de ocorrer, tornando-se uma das comemorações mais tradicionais da cidade.